Textos de MLuiza Martins

Quando não se pode amar um, é libertador amar a todos.

Textos

VIAGEM

VIAGEM

O primeiro que chegar, eu vou para o aeroporto
Santos Dumont elegante não carrega mala.
Chegou o Marcio taxista, bom e ajudou.
No aeroporto outro, o carregador me ajudou comprando água e me vendeu o seu livro de vinte cruzeiros.
Fiquei no AZUL, na cadeira de rodas esperando ser levada para o andar do embarque da Avianca, Demorou um tempão.
Enfim, Deus estava presente e me fez esperar tudo com muita paciência.
Finalmente fui levada para o avião, na  3a fila, na janelinha. Finalmente o avião levantou voo. Vi que o céu carioca que estava com um céu radioso de azul e nuvens esparsas prometia uma bela viagem.
Uma tristeza começou a se manifestar em meus sentimentos  .    
Uma tristeza indefinida e meio vaga. Sentia, mas não sabia o que era.
O avião era maior que outras vezes. Pesado.
Fiquei olhando pela janelinha. Vi que o céu se  cobrira de nuvens. Era todo branco e muito alto.  Pensei em JESUS e o amei e pedi que Ele fizesse aquele avião superar as nuvens, a altura e a distância, e me levasse inteira ao solo e que a viagem fosse boa.
Nossa, a viagem foi lenta, pesada, demorada. No voo o avião parece que se arrastava no ar. Fiquei impaciente e senti tristeza de novo. Emocionada pensando na Gu me esperando um tempão, cheia de  amor por ela.  
O avião pesado, subia acima das nuvens que eram um bloco só no alto do céu. Tudo branco. Pedi que não morresse ainda dessa vez.
Eu  queria a  Gu minha filha e o Tomás meu netinho. A indefinida tristeza presente. Veio o lanche do avião, estava bom e foi rápido.
Logo depois, o piloto avisou que ia aterrissar.
Pesado, grande, vagaroso e as nuvens sob ele não deixava ver embaixo de toda aquela massa branca. A aterrissagem foi demorada, parecia que o piloto era incompetente. Custou mas aterrissou.
E veio uma escada para se atracar à porta da aeronave. Como eu ia sair por ali de cadeira  de rodas?
Fui convidada a descer com a bengala e lá em baixo um carro me esperava para me levar á saída no aeroporto.
Tudo demorado.
Fiquei tristonha de novo, algo indefinido.   
  Consegui  descer a escada com a ajuda deles.
Cheguei e encontrei minha filha. Compreendendo o sofrimento que tem passado sozinha. Vim ajudá-la.

Penso nos meus amigos   do Recanto escrevo mandando um abraço para todos e dizendo que estou bem.    
MLuiza
MLuiza Martins
Enviado por MLuiza Martins em 02/11/2017
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